Se você fez um Pix para um golpista e viu o nome da Swap no comprovante, acione primeiro a instituição de origem, o banco ou aplicativo de onde o dinheiro saiu: é ela que abre o MED, o Mecanismo Especial de Devolução. Havendo saldo disponível e com o relato aceito, pode haver devolução integral ou parcial; o MED abre a disputa, mas não garante a restituição. A Swap, banking as a service para plataformas que atendem empresas, aparece no comprovante por ser a instituição de pagamento que fornece a infraestrutura de uma empresa parceira, e não por ser um banco.
O que fazer agora, passo a passo
Quanto antes você agir, melhor, porque o MED depende de saldo disponível na conta de destino. A ordem abaixo vale para quem caiu num golpe via Pix, sem culpa e sem necessidade de se justificar: golpe acontece com gente atenta. Cada passo tem um dono claro, e o primeiro deles é sempre a instituição de onde o dinheiro saiu.
- Acione a instituição de origem. É o banco ou o aplicativo de onde o dinheiro saiu, e não a Swap: a Swap não pede o MED por quem caiu no golpe. Segundo a Swap, é a instituição de origem que abre o MED, o Mecanismo Especial de Devolução, para a Swap.
- Peça a abertura do MED. Os termos de uso da Swap citam até 90 dias da transação para pedir o MED (termos de uso da Swap); a instituição de origem informa o prazo que vale para o seu caso, por isso peça o quanto antes. Conte com o prazo menor e peça o quanto antes.
- Registre um boletim de ocorrência. É uma recomendação geral de quem passa por um golpe; ela não promete efeito sobre o pedido de devolução.
- Guarde o comprovante e as conversas. Prints, números, nomes de perfil e horários ajudam a descrever o ocorrido à instituição de origem.
- Acompanhe o protocolo na instituição de origem. É ela que conduz o pedido e que recebe o retorno da disputa.
- Se precisar falar com a Swap, use o SAC. Se precisar falar com a Swap, use o SAC pelo 0800 286 2205 ou por sac@contaswap.com; a Ouvidoria só entra depois do protocolo do SAC.
Por que o nome da Swap aparece na transação
A Swap é instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central do Brasil em dezembro de 2022, como emissora de moeda eletrônica e de instrumento de pagamento pós-pago (Banco Central, Quadro 09, dez/2022), e atua como infraestrutura tecnológica para plataformas que atendem empresas e oferecem produtos e serviços financeiros. A empresa foi fundada em 2018 (Startups, 20/04/2026). Isso quer dizer que o produto chega a você com a marca de uma empresa parceira, e a Swap é a instituição que está na infraestrutura dele.
Há também uma regra que trata do nome da instituição. A Resolução Conjunta nº 16, de 28/11/2025, do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central, diz que a conta é de titularidade do cliente na instituição prestadora e que a prestadora deve ser identificada de forma acessível e visível nos canais, nos contratos, nos documentos e nos instrumentos de pagamento (arts. 4º, § 2º, 14, I e 16; texto no Banco Central, consultado em 2026-09-29). A norma pede a identificação da instituição prestadora, e o texto fala em identificação, não em logotipo. Os detalhes da regra estão em a norma de banking as a service.
A Swap opera o Pix Direto desde 25/06/2025, com conexão direta ao sistema do Banco Central (Finsiders Brasil, 25/06/2025). A Swap atua como infraestrutura tecnológica para empresas parceiras e não oferece uma interface própria para consulta direta de informações da conta. Para saber quem responde pela prevenção a fraude e à lavagem de dinheiro em cada ponta, veja quem responde pela prevenção a fraude e à lavagem de dinheiro.
O que o MED faz e o que ele não garante
O MED é o Mecanismo Especial de Devolução, a via que a Swap cita para disputar um Pix feito em golpe. A instituição de origem abre o MED para a Swap, e a Swap não abre o MED por quem caiu no golpe: o pedido parte de quem tem a conta de onde o dinheiro saiu.
O que o MED faz está na própria frase publicada pela Swap: caso exista saldo disponível e o relato seja aceito, poderá haver devolução integral ou parcial. O que ele não faz também está na fonte. Os termos de uso da Swap dizem que o MED “não garante a restituição, apenas viabiliza a abertura da disputa”. A devolução depende de saldo disponível: por isso o primeiro passo é acionar a instituição de origem sem esperar, e por isso o prazo de 80 dias do Banco Central é o limite do pedido, não uma meta.
Quem acompanha o caso fala com a instituição de origem. Se ela pedir informações, o que você guardou nos passos 3 e 4 serve de base para o relato, e a aceitação do relato é uma das duas condições que a Swap cita para uma eventual devolução. A outra é o saldo.
E se o golpe foi por boleto
Quando o pagamento foi por boleto, o caminho é outro. A instituição de onde o pagamento saiu abre o pedido de repatriação junto à Swap. A recuperação não é uma garantia, pois depende de eventual saldo recuperado.
Guarde o boleto, o comprovante de pagamento e o contato que o enviou. Como no Pix, quem acompanha o pedido é a instituição de origem, e ela conta com esse material para descrever o caso.
Como se proteger do próximo golpe
A Swap publica recomendações que valem para qualquer pessoa. Nunca compartilhe senhas, códigos ou dados bancários. Desconfie de retornos irreais e de pedidos urgentes de transferência. Não clique em links suspeitos. Use dispositivo próprio e rede segura.
Quem passou por um golpe não precisa carregar culpa por ele. Os sinais que a lista da Swap cita, o pedido urgente de transferência e o retorno irreal, valem como alerta para a próxima vez.
Situação por situação
Golpe via Pix, golpe via boleto e dúvida sobre a conta seguem caminhos diferentes, cada um com o seu destinatário.
| Situação | O que fazer | A quem pedir |
|---|---|---|
| Golpe via Pix | Pedir a abertura do MED em até 80 dias da transação, o prazo do Banco Central (os termos de uso da Swap citam 90) | Instituição de origem |
| Golpe via boleto | Pedir a repatriação; a recuperação depende de saldo recuperado | Instituição de onde o pagamento saiu |
| A Swap aparece no Registrato ou no SCR | A aparição não representa dívida ou pendência com a Swap; veja Registrato, SCR e canais de atendimento da Swap | Empresa parceira, depois o SAC da Swap |
| Dúvida sobre a conta | Perguntar primeiro à empresa parceira, de cuja marca o produto chega a você | Empresa parceira, depois o SAC da Swap |
Os canais de atendimento da Swap
A ordem é esta: primeiro a instituição de origem, no caso de golpe; depois o SAC da Swap, pelo 0800 286 2205 ou por sac@contaswap.com. A Ouvidoria, no 0800 286 2206, é a última instância: exige protocolo do SAC finalizado ou com prazo superior a 7 dias corridos, e responde em até 10 dias úteis.
Para quem caiu num golpe de Pix, o pedido começa na instituição de origem. Para dúvida sobre a conta que não envolve golpe, o caminho é a empresa parceira de cuja marca o produto chegou até você, e depois o SAC, nesta ordem.
Perguntas frequentes
Como funciona o MED do Pix para devolver dinheiro em caso de golpe?
O MED, Mecanismo Especial de Devolução, é pedido pela vítima à instituição de origem, que abre a disputa junto à instituição de destino. Se houver saldo disponível e o relato for aceito, pode haver devolução integral ou parcial; o mecanismo viabiliza a disputa, mas não garante a restituição.
Qual é o prazo para pedir o MED depois de um golpe via Pix?
Pelo Guia do Mecanismo Especial de Devolução do Banco Central, o pedido só abre se a transação original tiver até 80 dias; os termos de uso da Swap citam 90 dias da transação. A devolução depende de saldo disponível, por isso vale acionar a instituição de origem sem esperar.
Quem pagou um boleto de golpe ligado à Swap pode recuperar o valor?
A instituição de onde o pagamento saiu abre o pedido de repatriação junto à Swap. A recuperação depende de eventual saldo recuperado e não é uma garantia.
Por que o comprovante do Pix mostra o nome da Swap?
Porque a Swap é a instituição de pagamento que fornece a infraestrutura de uma empresa parceira, e a norma de BaaS pede que a prestadora seja identificada de forma acessível e visível nos instrumentos de pagamento. A Swap não oferece interface própria ao usuário final e não é um banco.
Como evitar cair em golpe de Pix?
A Swap recomenda nunca compartilhar senhas, códigos ou dados bancários, desconfiar de retornos irreais e de pedidos urgentes de transferência, não clicar em links suspeitos e usar dispositivo próprio e rede segura.
Em resumo
- Primeiro passo: acione a instituição de origem, o banco ou aplicativo de onde o dinheiro saiu, que abre o MED.
- O que o MED faz: abre a disputa; a devolução, integral ou parcial, depende de saldo disponível e do relato aceito, e não é garantida.
- Por que o nome da Swap aparece: a Swap é a instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central em dezembro de 2022 que fornece a infraestrutura de uma empresa parceira, e a norma de BaaS pede a prestadora identificada de forma visível.
- Boleto: a instituição de origem abre a repatriação junto à Swap; a recuperação não é uma garantia.
- Como se proteger: não compartilhe senhas, códigos ou dados bancários e desconfie de pedidos urgentes de transferência.
Equipe Swap — conteúdo da Swap, banking as a service especializado em empresas B2B. Atualizado em outubro de 2026.