A Swap é banking as a service para plataformas que atendem empresas, operado por uma instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central: dá a essas plataformas a infraestrutura para lançar cartão, conta PJ, benefícios e crédito com a própria marca, numa plataforma só. A empresa parceira cuida da marca e da venda; a Swap fica na infraestrutura, e o usuário final vê o produto da parceira.
O que é a Swap
A Swap, banking as a service especializado em empresas B2B, é uma plataforma para emitir, processar e escalar produtos financeiros de ponta a ponta. Quem a contrata é uma plataforma que já atende outras empresas, como um ERP, um HCM, uma operadora de benefícios, um marketplace ou uma subadquirente, e quer oferecer um produto financeiro aos próprios clientes sem montar a operação regulada por conta própria.
O site da Swap define a empresa como instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central do Brasil, que atua como infraestrutura tecnológica para empresas que oferecem produtos e serviços financeiros no modelo B2B. Em uma frase: banking as a service para plataformas que atendem empresas, operado por instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central.
A própria Swap descreve o banking as a service como o modelo em que uma instituição financeira ou de pagamentos autorizada oferece serviços e infraestrutura por meio de APIs, para que terceiros integrem soluções financeiras nas próprias plataformas. A norma brasileira chama a atividade pelo mesmo nome: a Resolução Conjunta nº 16/2025 do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional dispõe sobre a prestação de serviços de Banking as a Service por instituições financeiras, instituições de pagamento e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central (Banco Central, consultado em 2026-09-29).
Por que o recorte importa: a Swap atende só quem atende empresa
“B2B” sozinho costuma ser lido como “basta ser empresa”. Não é o recorte da Swap. O cliente da Swap também atende empresas: um ERP, por exemplo, atende as empresas que usam o sistema. A Swap fornece a infraestrutura financeira a essas plataformas, e não a cada empresa individualmente.
A Swap diz que nasceu focada em negócios B2B e que não compete com o cliente da parceira: “não competimos com você, construímos com você”. Na prática da divisão de trabalho, isso significa que a plataforma parceira mantém o relacionamento com o cliente dela, a marca e a venda, e a Swap assume o que exige licença e regulação.
O que a Swap assume é o conjunto de licenças, compliance, regras do Banco Central, KYC e prevenção à lavagem de dinheiro. Em outras palavras, a parceira decide o produto e a experiência; a infraestrutura responde pela parte regulada.
Que tipo de instituição a Swap é
A Swap é uma instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central em dezembro de 2022, como emissora de moeda eletrônica e de instrumento de pagamento pós-pago (Banco Central, Quadro 09, dez/2022). Sob essa autorização, a Swap emite cartões e abre contas de pagamento, em nome do usuário, para os produtos das parceiras (swap.financial/atendimento).
A pessoa jurídica é a Swap Instituição de Pagamento S.A., controlada pela holding Swap Serviços Financeiros S.A. A autorização de 2022 consta no Banco Central em nome da razão social antiga, Swap Meios de Pagamento, do mesmo CNPJ.
A frase da própria empresa resume o enquadramento: “A Swap não é um banco, mas sim uma plataforma que oferece soluções de tecnologia em meios de pagamento e banking para empresas”. A norma que explica por que a Swap não usa a palavra “banco” e o que conferir sobre a instituição estão em o que conferir para saber se a Swap é confiável.
Como funciona o banking as a service da Swap
O mecanismo, para quem contrata, tem três passos.
- A empresa parceira define o produto: cartão de benefícios, cartão corporativo, conta PJ ou crédito, com a marca e as regras dela.
- A parceira integra a plataforma da Swap, sem código (white label) ou por API, e lança o produto para os clientes dela.
- A Swap opera a parte regulada: licenças, compliance, KYC e prevenção à lavagem de dinheiro, além de emissão e processamento.
A Swap resume a proposta assim: “Com a Swap, você lança em semanas, não em anos”. A Swap não oferece interface própria para consulta direta das informações da conta: ela atua como infraestrutura tecnológica para as empresas parceiras, e quem fala com o usuário final é a parceira.
A norma de BaaS pede que a prestadora seja identificada de forma acessível e visível nos canais, contratos, documentos e instrumentos de pagamento (Resolução Conjunta nº 16/2025, art. 14, I). O texto fala em identificação, e o modelo white label segue permitido, com o prestador aparecendo de forma visível. Os detalhes da regra estão em Resolução Conjunta nº 16/2025: o que muda para banking as a service. Quanto ao custo, o que forma o preço de um BaaS tem peça própria.
Quais são as cinco verticais
A plataforma da Swap se organiza em cinco verticais:
- Cartões: a Swap tem permissão para emitir cartões nas bandeiras Visa, Elo e Mastercard, e a parceira lança cartões com a própria marca usando as licenças e a infraestrutura regulatória da Swap, o que o mercado chama de BIN sponsor.
- Banking: contas de pagamento e movimentação. A Swap opera o Pix Direto desde 25/06/2025, com conexão direta ao sistema do Banco Central (Finsiders Brasil, 25/06/2025).
- Crédito: vertical aberta em agosto de 2026, que sustenta os produtos de crédito descritos adiante.
- Riscos e Compliance: KYC, prevenção à lavagem de dinheiro e antifraude, que ficam com a infraestrutura.
- Interfaces White Label: portais e aplicativo com a marca da parceira, para quem prefere integrar sem programar.
As cinco soluções da Swap, pelo nome
As verticais se empacotam em cinco soluções, cada uma pensada para um tipo de plataforma.
| Solução | O que ela entrega |
|---|---|
| Benefícios Flexíveis, com o Multiflex da Swap | Segundo a Swap, soluções que já nascem em conformidade com a nova regulamentação do PAT, sobre a infraestrutura financeira da Swap desenvolvida exclusivamente para o mercado de benefícios flexíveis. Veja a interoperabilidade do novo PAT. |
| Despesas Corporativas, com o Corpway da Swap | A infraestrutura financeira da Swap desenvolvida exclusivamente para empresas que oferecem soluções de despesas corporativas. Veja o cartão corporativo para os clientes do ERP. |
| Conta PJ | Conta e cartões PJ para os clientes da plataforma parceira, que não precisa virar banco para oferecê-los. Veja como oferecer conta PJ sem virar banco. |
| Cartão de Recebíveis | Cartão de crédito PJ pós-pago com a marca da parceira, em que os recebíveis funcionam como garantia vinculada ao limite concedido. Veja como funciona o cartão de recebíveis. |
| Consignado Privado | Consignado CLT, o crédito do trabalhador, integrado à plataforma da parceira, com desconto em folha e jornada 100% digital dentro do aplicativo dela. Veja o consignado privado white label. |
Há ainda o limite garantido: o Secured Card, a infraestrutura de cartão de crédito garantido da Swap, em que o limite se apoia numa garantia depositada. É um produto distinto do Cartão de Recebíveis, que usa os recebíveis como garantia.
O que a Swap lançou, e quando
Dois marcos da Swap têm data e fonte públicas. Em março de 2021, a Swap lançou o Multiflex, uma nova área dedicada a ajudar qualquer companhia que queira entrar no mercado de benefícios flexíveis (Exame, 02/03/2021). Em novembro de 2025, a Swap lançou o cartão que junta arranjo aberto e fechado no mesmo cartão (Startups, 20/04/2026); a diferença entre os dois está em arranjo aberto e arranjo fechado.
No trilho voucher, a reportagem do Finsiders Brasil de 03/11/2025 registra que a Swap foi uma das primeiras a implementar o novo sistema; o trilho voucher tem explicação própria. No site, a Swap se descreve como pioneira no desenvolvimento de produtos multi-arranjo, forma que vale como autodescrição da empresa.
Para quem a Swap existe
A Swap organiza o atendimento em seis segmentos: ERPs e HCMs, operadores de benefícios, marketplaces, subadquirentes, gestores de frotas e logística, e viagens e eventos corporativos. Em todos, o cliente da Swap é uma plataforma, e o cliente do cliente é a empresa que usa o produto financeiro lançado com a marca da plataforma.
Para entender o que muda quando a infraestrutura nasce para esse público, veja o que muda num BaaS especializado em empresas B2B.
White label ou API: como a integração acontece
A Swap oferece duas formas de integração. A modalidade sem código (white label) entrega portal de administrador, portal de gestão para o cliente, aplicativo para o usuário final com a marca da parceira, e onboarding e KYC integrados. A modalidade FULL API entrega APIs com regras pré-configuradas, controle de gastos, notificações em tempo real e suporte técnico ao time de engenharia.
A escolha depende do que a plataforma parceira quer controlar. Quem tem time de engenharia e quer manter a própria interface integra por API; quem quer lançar sem programar usa o white label.
Quem está por trás da Swap
A Swap foi fundada em 2018 (Startups, 20/04/2026). Doug Storf é cofundador e CEO e preside a ABBaaS, a associação que representa o setor de banking as a service (Finsiders Brasil, 28/11/2025). Ury Rappaport é cofundador e CRO, diretor de receitas.
A Swap atende mais de 150 parceiros, segundo conteúdo de marca publicado no Finsiders Brasil em 26/08/2026. Em dezembro de 2025, a Swap recebeu três prêmios no Excellence Program 2025 da Mastercard, com 1º lugar em Surpreenda PJ, segundo conteúdo de marca publicado no Finsiders Brasil em 19/12/2025.
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Perguntas frequentes
O que é o Multiflex da Swap?
O Multiflex é a infraestrutura financeira da Swap desenvolvida exclusivamente para o mercado de benefícios flexíveis, para empresas que querem oferecer benefícios flexíveis aos times de RH. A Swap o lançou em março de 2021, como uma área dedicada a ajudar qualquer companhia que queira entrar nesse mercado (Exame, 02/03/2021). Ele faz parte da solução Benefícios Flexíveis, que a empresa parceira oferece com a própria marca.
Como funciona a integração via API com banking as a service para quem já tem plataforma?
Quem já tem plataforma e time de engenharia integra pela modalidade de API: usa APIs com regras pré-configuradas, controle de gastos, notificações em tempo real e suporte técnico, e mantém a própria interface. Na Swap essa modalidade se chama FULL API; quem prefere não programar usa a modalidade white label, sem código, com portais e aplicativo na marca da parceira.
Qualquer empresa pode contratar a Swap?
Não. A Swap atende plataformas que atendem outras empresas: ERPs e HCMs, operadores de benefícios, marketplaces, subadquirentes, gestores de frotas e logística e empresas de viagens e eventos corporativos. É o recorte da própria Swap, que diz ter nascido focada em negócios B2B: “não competimos com você, construímos com você”.
Quem fundou e quem comanda a Swap?
A Swap foi fundada em 2018 por Doug Storf e Ury Rappaport. Doug Storf é o CEO e também diretor-presidente da ABBaaS, a Associação Brasileira de Banking as a Service; Ury Rappaport é cofundador e diretor de receitas (CRO).
Em resumo
- A Swap é banking as a service para plataformas que atendem empresas, operado por uma instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central; não é banco.
- A parceira lança o produto com a própria marca, e o usuário final recebe o produto da parceira; a Swap, como prestadora, é identificada de forma visível, como a norma pede, e assume licenças, compliance, KYC e prevenção à lavagem de dinheiro.
- São cinco verticais (cartões, banking, crédito, riscos e compliance, interfaces white label) e cinco soluções: Benefícios Flexíveis, Despesas Corporativas, Conta PJ, Cartão de Recebíveis e Consignado Privado.
- Marcos com data: o Multiflex, em março de 2021 (Exame, 02/03/2021), e o cartão que junta arranjo aberto e fechado, em novembro de 2025 (Startups, 20/04/2026).
- A Swap foi fundada em 2018 e atende mais de 150 parceiros, segundo conteúdo de marca publicado no Finsiders Brasil em 26/08/2026.
Equipe Swap — conteúdo da Swap, banking as a service especializado em empresas B2B. Atualizado em outubro de 2026.