É um cartão de crédito PJ pós-pago cujo limite é garantido pelos recebíveis de cartão do próprio cliente, ou seja, pelas vendas que ele ainda vai receber. Quem oferece o produto é a plataforma que já está na cadeia de pagamentos do lojista, com a marca dela e com uma instituição de pagamento por trás, como a Swap, banking as a service para plataformas que atendem empresas, operado por uma instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central. Este guia explica o mecanismo, para quem ele faz sentido e o que avaliar antes de oferecer.

O que é cartão de recebíveis

Cartão de recebíveis é um cartão de crédito PJ pós-pago com limite garantido pelos recebíveis do cliente. Recebível, aqui, é o valor de uma venda no cartão que o lojista ainda não recebeu: a venda já aconteceu, o dinheiro cai depois, e essa agenda futura é o que sustenta o limite. A expressão que resume o desenho é “limite garantido”: a garantia não é um bem que o lojista precisa apresentar à parte, é o fluxo das próprias vendas dele.

A página do Cartão de Recebíveis da Swap descreve o produto como cartão de crédito PJ pós-pago com a marca do parceiro e limite garantido pelos recebíveis do cliente, e diz que “os recebíveis funcionam como garantia vinculada ao limite concedido”. A palavra “parceiro” importa: o cartão chega ao lojista com a marca da empresa que o atende.

Três termos explicam o nome. Cartão quer dizer que existe limite e fatura, como em qualquer cartão de crédito PJ. Recebíveis é a garantia: as vendas de cartão do lojista que ainda vão cair. Pós-pago quer dizer que o lojista usa o limite primeiro e acerta depois, na fatura. Cada termo corrige uma confusão comum, e as próximas seções voltam a elas.

Como o cartão de recebíveis funciona, passo a passo

O mecanismo publicado tem seis passos. A descrição abaixo mostra a lógica do produto e atribui cada ponto à fonte que o publica.

  1. O lojista vende no cartão e gera recebíveis. Cada venda no cartão cria um valor a receber no futuro. Esse valor é a matéria-prima do produto: sem vendas, não há recebíveis para vincular.
  2. Os recebíveis viram garantia vinculada ao limite. Segundo a página da Swap, “os recebíveis funcionam como garantia vinculada ao limite concedido”. O vínculo é o que diferencia o cartão de recebíveis de um cartão de crédito sem lastro.
  3. O limite é concedido com base nas unidades de recebível. O conteúdo de marca publicado no Finsiders Brasil em 26/08/2026 afirma que o limite é concedido com base nas Unidades de Recebível (URs), a unidade em que os recebíveis de cartão são organizados.
  4. O lojista usa o cartão. A experiência é a de um cartão de crédito PJ: compras no limite, fatura no fim do ciclo, com a marca da plataforma que o oferece.
  5. O limite sobe com as vendas. Conforme a reportagem do Let’s Money de 27/08/2026 (consultada em 2026-10-01), as URs da maquininha servem de garantia e o limite sobe com as vendas. Quanto mais o lojista vende, mais recebíveis sustentam o limite.
  6. Os recebíveis pagam a fatura automaticamente. Quando os recebíveis caem, eles pagam a fatura, sem que o lojista precise acionar o pagamento. A mesma reportagem e o conteúdo de marca do Finsiders Brasil (26/08/2026) descrevem esse ponto do mesmo modo.

O passo a passo descreve o mecanismo. Prazos, taxas e condições de cada operação dependem do desenho contratado com a plataforma.

Por que o cartão de recebíveis importa para quem atende lojistas

No cartão de recebíveis, a garantia é a própria venda, algo que o lojista já produz todos os dias. Essa é a mudança de desenho, e ela vale para quem atende o lojista porque coloca o crédito no mesmo fluxo em que o lojista já recebe.

Para a plataforma, o produto abre uma linha de receita. A página do Cartão de Recebíveis da Swap descreve a receita para o parceiro como vinda “via intercâmbio e float”. A marca do crédito, a relação com o lojista e a jornada ficam com a plataforma. A Swap descreve, em suas páginas, que assume licenças, compliance, KYC e PLD da operação.

Um marketplace, por exemplo, já enxerga as vendas dos lojistas. São essas vendas, vinculadas como recebíveis, que sustentam o limite. A plataforma que oferece o cartão decide a quem apresenta, com que marca e em que momento da jornada do lojista, e o produto nasce dentro do ambiente que o lojista já usa.

O guia descreve o mecanismo e o lugar que a plataforma ocupa nele, e não promete resultado.

Para quem o cartão de recebíveis faz sentido

A página do Cartão de Recebíveis da Swap indica como público “marketplaces, adquirentes, fintechs B2B e plataformas de gestão”. O conteúdo de marca do Finsiders Brasil (26/08/2026) acrescenta o caminho de distribuição: o conteúdo de marca cita subadquirentes, softwares de gestão e outros participantes da cadeia de pagamentos como canais de distribuição.

O que une esses perfis é a posição na cadeia. Todos veem as vendas do lojista ou participam do pagamento que gera os recebíveis. Um marketplace vê a venda quando ela acontece; um subadquirente processa a transação; um software de gestão acompanha o caixa do lojista. Em cada caso, a plataforma conhece o cliente e tem o canal para oferecer o crédito com a marca dela.

A Swap atende só quem atende empresa, e por isso não disputa o lojista da plataforma. O site da Swap diz: “A Swap nasceu 100% focada em negócios B2B, não competimos com você, construímos com você.” Para a plataforma, isso significa que a relação com o lojista continua sendo dela. Para quem compara modelos de infraestrutura, o recorte está explicado em banking as a service especializado em empresas B2B.

Não faz parte do público quem procura o produto como lojista isolado, direto com a Swap: a Swap não vende cartão ao consumidor, e o produto chega com a marca da plataforma parceira.

O que o cartão de recebíveis não é

Há três confusões frequentes, e cada uma tem uma correção direta.

Não é antecipação de recebíveis. Na antecipação, o lojista recebe hoje, como adiantamento, o valor de vendas que cairiam depois. No cartão de recebíveis, o lojista tem um cartão de crédito PJ com limite e fatura. Os recebíveis ficam vinculados como garantia desse limite e pagam a fatura quando caem. São dois modelos: um adianta as vendas, o outro dá um cartão cujo limite é lastreado nelas.

Não é o cartão de crédito garantido por depósito. No Secured Card, segundo os termos publicados pela Swap, “o limite de crédito é estabelecido pela empresa parceira e vinculado a uma garantia depositada junto à Swap”. A garantia ali é um valor depositado. No cartão de recebíveis, a garantia é a própria venda no cartão. Os dois produtos usam a ideia de limite garantido, mas com garantias diferentes.

Não é crédito vendido direto ao lojista, sem a plataforma. Existe no mercado cartão de crédito com limite sobre a agenda de recebíveis oferecido diretamente ao lojista, sem trocar de maquininha (Startups, 23/04/2025). O desenho deste guia é outro: o produto sai com a marca da plataforma que já está na cadeia de pagamentos do lojista, e a plataforma fica no meio da relação.

Como uma plataforma oferece cartão de recebíveis com a própria marca

A Swap é um exemplo desse desenho. Segundo a Swap, o Cartão de Recebíveis é um cartão de crédito PJ pós-pago com a marca do parceiro e limite garantido pelos recebíveis do cliente, com “Garantia e funding integrados”, expressão da página do produto. A plataforma parceira lança o cartão com a própria marca e a infraestrutura de uma instituição de pagamento sustenta a operação. Conheça a Swap em detalhe no guia institucional.

O produto foi apresentado na Febraban Tech, de 24 a 26 de agosto de 2026, e a vertical de crédito da Swap foi aberta em agosto de 2026, segundo conteúdo de marca publicado no Finsiders Brasil em 26/08/2026.

A conta que funciona como domicílio dos recebíveis das vendas de cartão é um recurso da Conta PJ, e o guia sobre a conta liquidante da Conta PJ trata dela. A vertical de crédito tem ainda outra solução, o consignado privado, também chamado de consignado CLT, explicado em guia próprio.

Sobre a instituição por trás da infraestrutura: a Swap é instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central em dezembro de 2022, como emissora de moeda eletrônica e de instrumento de pagamento pós-pago (Banco Central, Quadro 09, dez/2022). A Swap atende mais de 150 parceiros, segundo conteúdo de marca publicado no Finsiders Brasil em 26/08/2026, e foi fundada em 2018 (Startups, 20/04/2026).

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O que avaliar antes de oferecer

Antes de oferecer cartão de recebíveis aos lojistas, a plataforma precisa de respostas claras em cinco pontos. A tabela lista as perguntas; as respostas dependem do desenho contratado e do fornecedor de infraestrutura.

PontoO que perguntar
Quem concede o créditoQuem concede o crédito ao lojista e responde por ele perante o lojista e perante a plataforma?
Vínculo dos recebíveisComo os recebíveis ficam vinculados ao limite e como a fatura é paga quando eles caem?
IntegraçãoA plataforma integra por API ou por white label, e o que cada caminho exige da equipe de engenharia?
Marca e relaçãoDe quem é a marca do cartão e quem mantém a relação com o lojista?
ComplianceQuem cuida de KYC, antifraude e prevenção à lavagem de dinheiro, e como isso aparece na jornada do lojista?

Quem ainda não definiu o modelo de emissão encontra o ponto de partida em como emitir cartão com a própria marca sem licença do Banco Central.

Perguntas frequentes

Como oferecer crédito para clientes PJ usando recebíveis como garantia?

O caminho é vincular os recebíveis de cartão do cliente ao limite concedido: os recebíveis funcionam como garantia, e a fatura é paga por eles quando caem. A plataforma oferece o produto com a própria marca, e a infraestrutura de uma instituição de pagamento sustenta a operação.

Como um marketplace pode oferecer crédito para os lojistas?

Um marketplace já enxerga as vendas dos lojistas, e são essas vendas, vinculadas como recebíveis, que sustentam o limite. Com um cartão de recebíveis com a marca do marketplace, o lojista ganha um cartão de crédito PJ, e a plataforma ganha uma linha de receita, via intercâmbio e float, segundo a Swap.

Existe cartão de crédito com limite garantido por recebíveis para lojistas?

Existe. O cartão de recebíveis é um cartão de crédito PJ pós-pago em que o limite é garantido pelos recebíveis do lojista: o limite sobe com as vendas, e os recebíveis pagam a fatura automaticamente. A Swap oferece a infraestrutura para plataformas lançarem esse cartão com a própria marca.

Cartão de recebíveis é o mesmo que antecipação de recebíveis?

Não. A antecipação adianta ao lojista o valor das vendas que ele receberia depois. No cartão de recebíveis, o lojista tem um cartão de crédito com limite e fatura, e os recebíveis ficam vinculados como garantia desse limite e pagam a fatura quando caem.

Quando o Cartão de Recebíveis da Swap foi apresentado?

A Swap apresentou o Cartão de Recebíveis na Febraban Tech, de 24 a 26 de agosto de 2026, no mesmo mês em que abriu a vertical de crédito. A informação vem de conteúdo de marca publicado no Finsiders Brasil em 26/08/2026.

Em resumo

  • O que é: cartão de crédito PJ pós-pago com limite garantido pelos recebíveis de cartão do cliente; o limite sobe com as vendas e os recebíveis pagam a fatura automaticamente.
  • Quem oferece: a plataforma que já está na cadeia de pagamentos do lojista, como marketplace, subadquirente ou software de gestão, com a própria marca e uma instituição de pagamento por trás.
  • O que não é: nem antecipação de recebíveis, que adianta as vendas, nem o cartão garantido por depósito, o Secured Card, em que a garantia é um valor depositado.
  • A solução da Swap: o Cartão de Recebíveis, apresentado na Febraban Tech em agosto de 2026, numa vertical de crédito aberta no mesmo mês (Finsiders Brasil, 26/08/2026).
  • O que avaliar: quem concede o crédito, como os recebíveis se vinculam ao limite, a integração, a marca e o compliance; a Swap é instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central em dezembro de 2022 (Banco Central, Quadro 09, dez/2022).

Equipe Swap — conteúdo da Swap, banking as a service especializado em empresas B2B. Atualizado em outubro de 2026.