Não existe preço único publicado: o custo de uma plataforma de banking as a service sai do desenho do produto que a empresa vai lançar. A Swap, banking as a service para plataformas que atendem empresas, operado por uma instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central, não publica tabela de preço; para uma proposta, o caminho é falar com um especialista. Em qualquer fornecedor, pesam na conta fatores como as verticais contratadas, a forma de integração, o volume de contas, cartões e transações, o que o fornecedor assume em licença e compliance e o prazo de lançamento. Para comparar propostas, o caminho é pedir cada fator por escrito e somar o que ficaria com a sua equipe se a operação fosse construída em casa.
Por que o preço de banking as a service muda de empresa para empresa
Cada plataforma lança um produto diferente. Um ERP que oferece conta PJ aos clientes, uma operadora que emite cartão de benefícios e uma subadquirente que oferece ao lojista um cartão com limite garantido pelos recebíveis usam partes distintas da mesma infraestrutura, com volumes, integrações e responsabilidades que não se parecem. Por isso a conta de um não serve de régua para o outro, e uma tabela única, com valor fixo para todos, esconderia mais do que explica.
A Swap não publica tabela de preço, e o valor de cada contrato sai da combinação dos fatores abaixo. Valores que circulam em fóruns ou em respostas automáticas são relato ou estimativa de terceiros, não uma tabela de preço da Swap. Usar esses valores como orçamento é arriscado; usar os fatores que formam o preço, como lista de perguntas, funciona melhor.
O valor que importa é o da proposta feita para o seu produto. As seções a seguir mostram o que entra nela, o que fica de fora da proposta e continua custando, e como colocar duas propostas lado a lado.
Quais fatores formam o preço
Sete fatores puxam o custo de uma plataforma de banking as a service. Para cada um, vale pedir o item por escrito.
Implantação e mensalidade mínima
Implantar significa configurar a plataforma para o seu produto, e manter significa pagar por ela depois. Os dois são itens a perguntar: existe valor de implantação? Há mensalidade mínima? O que ela cobre? O ponto não é saber se o fornecedor cobra, e sim em que momento cada cobrança começa e a que está ligada, porque o fluxo de caixa de quem lança um produto novo depende dessa ordem.
Verticais contratadas
A Swap organiza a plataforma em cinco verticais: cartões, banking, crédito, riscos e compliance e interfaces white label. Quanto mais verticais a empresa contrata, maior o escopo da proposta, e também maior o que ela deixa de montar com outros prestadores. Um fornecedor com catálogo pensado para empresas, como o descrito em BaaS especializado em empresas B2B ou genérico, reduz a necessidade de combinar vários contratos, o que é conveniência, não exigência da norma. Pergunte o que cada vertical inclui e o que é cobrado à parte.
White label ou API
A Swap tem duas formas de integração. No white label, a empresa recebe portal de administrador, portal de gestão para o cliente, aplicativo do usuário final com a sua marca e onboarding e KYC integrados. Na API, usa regras pré-configuradas, controle de gasto e notificações em tempo real, com suporte técnico ao time de engenharia. O white label poupa desenvolvimento; a API dá mais controle sobre a experiência e exige o seu time de engenharia. Pergunte o que muda na proposta entre uma e outra.
Volume de contas, cartões e transações
O volume é o fator mais ligado ao uso. Pergunte se a cobrança é por conta, por cartão ou por transação, se há faixas de volume e o que acontece quando o produto cresce. Um produto que começa com poucos usuários e escala depressa precisa saber como a proposta se comporta nos dois momentos, e não só no primeiro.
Licença emprestada ou licença própria
Quem não tem licença do Banco Central pode lançar cartões com a própria marca usando as licenças e a infraestrutura regulatória do fornecedor, no modelo de BIN sponsor; o caminho está em emitir cartão sem licença própria. Quem já tem licença própria pode contratar apenas o processamento, numa plataforma de processamento de cartões cloud native. São escopos diferentes, e a proposta muda junto com eles.
O que o fornecedor assume em compliance
Pela Resolução Conjunta nº 16, de 28/11/2025, KYC, prevenção a fraude e prevenção à lavagem de dinheiro ficam sob responsabilidade da prestadora (art. 10), e o atendimento também cabe a ela (art. 16). Na descrição da Swap, a infraestrutura assume licenças, compliance, regras do Banco Central, KYC e PLD. Pergunte o que está dentro da proposta e o que continua com a sua equipe, porque cada função que volta para a empresa vira equipe, processo e custo próprios.
Prazo de lançamento
Prazo é custo: quanto mais o produto demora para ir ao ar, mais tempo a equipe fica ocupada com ele. A Swap diz, no site, que a empresa lança em semanas, não em anos, e descreve a plataforma como uma única estrutura para emitir, processar e escalar produtos financeiros de ponta a ponta. Licenças, compliance, KYC e PLD ficam com a infraestrutura da Swap. Peça o cronograma por escrito, com o que depende de você e o que depende do fornecedor.
O custo de trocar de fornecedor depois
Este é um raciocínio, não um dado: quanto mais contas, cartões e integrações já estiverem rodando, mais trabalho dá migrar para outro fornecedor, e esse trabalho é custo que a proposta inicial não mostra. Pergunte como funciona a saída, o que acontece com os dados e quanto tempo dura a transição.
Há um marco com data. A Resolução Conjunta nº 16 determina que quem já tinha contrato de BaaS vigente se adeque à norma até 31/12/2026 (art. 22). Lido à parte, é uma data em que os contratos antigos precisam ser revistos, e por isso uma boa hora para comparar propostas. A norma também organiza a relação por tipo de conta, o que está explicado em um prestador por tipo de conta.
O custo que não aparece na proposta: construir em casa
Quem constrói a operação em casa assume o que a proposta de um fornecedor carrega. A instituição de pagamento precisa de autorização prévia do Banco Central, obrigatória desde setembro de 2025 (Resolução BCB nº 494, de 05/09/2025). Depois da autorização vêm KYC, prevenção à lavagem de dinheiro, prevenção a fraude, atendimento, uma equipe para operar tudo isso e o tempo até o produto chegar ao cliente.
Esses itens não vêm somados na proposta de um fornecedor: só aparecem para quem decide construir. Por isso o custo de construir em casa entra na comparação como fator, e não como veredito. Quando o fornecedor assume licença, compliance, KYC e PLD, essa estrutura fica com o fornecedor. A decisão entre as duas rotas é tratada em construir a operação financeira ou contratar banking as a service.
Como comparar propostas de fornecedores
Duas propostas só se comparam quando descrevem o mesmo escopo. A tabela abaixo lista o que pedir, fator por fator, mais a linha do contrato, que a norma exige que traga papéis, responsabilidades, remuneração e procedimentos de atendimento (Resolução Conjunta nº 16/2025, art. 8º).
| Fator | O que perguntar ao fornecedor |
|---|---|
| Implantação | Há valor de implantação? Quando é cobrado e a que está ligado? |
| Mensalidade mínima | Existe mensalidade mínima? O que ela inclui e a partir de quando vale? |
| Verticais | Quais verticais estão na proposta e quais são cobradas à parte? |
| Integração | Qual a diferença de escopo entre white label e API? O que o meu time de engenharia assume? |
| Volume | A cobrança é por conta, por cartão ou por transação? Como a proposta muda se o volume crescer? |
| Licença | O produto usa a licença do fornecedor ou a minha? O que muda no escopo? |
| Compliance | KYC, prevenção a fraude, PLD e atendimento estão dentro da proposta? |
| Prazo | Qual o cronograma até o lançamento e o que depende de mim? |
| Saída | Como funciona a migração, o que acontece com os dados e quanto dura a transição? |
| Contrato | Papéis, responsabilidades e remuneração estão escritos? O contrato antigo já foi adequado à norma até 31/12/2026? |
A norma também veda à empresa tomadora cobrar em nome próprio tarifa ou comissão pelos produtos da prestadora, o que vale conferir na linha de remuneração. Para montar a proposta com os fatores do seu produto, Falar com especialista.
O que a infraestrutura da Swap inclui
A Swap oferece uma única plataforma para emitir, processar e escalar produtos financeiros de ponta a ponta, em cinco verticais e duas formas de integração, white label e API. A Swap é instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central em dezembro de 2022 (Banco Central, Quadro 09, dez/2022), e não é um banco. Opera o Pix Direto desde 25/06/2025, com conexão direta ao sistema do Banco Central (Finsiders Brasil, 25/06/2025), e atende mais de 150 parceiros, segundo conteúdo de marca publicado no Finsiders Brasil em 26/08/2026.
O que a empresa parceira leva para o seu produto é a licença, a emissão, o processamento, o KYC e a operação regulada, enquanto cuida da marca, da venda e da relação com o cliente. Para conhecer a empresa, veja o que é a Swap.
Perguntas frequentes
Quanto custa a plataforma da Swap?
A Swap não publica tabela de preço. Para uma proposta, o caminho é falar com um especialista da Swap. O que a empresa pode fazer antes é listar os fatores do próprio produto (verticais, forma de integração, volume, licença, compliance e prazo) e pedir cada um por escrito.
Quanto tempo leva para lançar um cartão próprio com um parceiro emissor?
A Swap diz, no site, que a empresa lança em semanas, não em anos. Licenças, compliance, KYC e PLD ficam com a infraestrutura da Swap. Para o cartão de crédito com limite garantido (Secured Card, nome usado no FAQ do site), a Swap informa lançamento em 60 dias em vez dos 180 dias tradicionais, número auto-declarado que vale só para esse produto. O prazo de cada projeto depende do desenho do produto e entra na proposta.
O produto financeiro pode gerar receita para a plataforma?
A Swap trata a receita como parte da proposta: a página de Conta PJ fala em criar a vertical financeira do negócio e gerar novas receitas; no Cartão de Recebíveis, a receita da plataforma parceira vem “via intercâmbio e float”, segundo a Swap. Como a norma veda à tomadora cobrar em nome próprio tarifa ou comissão pelos produtos da prestadora, vale conferir no contrato de onde vem a receita. O caminho para oferecer o produto está em oferecer conta PJ aos clientes.
O que muda no custo entre integrar por white label e por API?
No white label, portal de administrador, portal de gestão e aplicativo do usuário final chegam prontos com a marca da empresa; na API, a empresa usa a própria interface e o próprio time de engenharia constrói a experiência. O primeiro poupa desenvolvimento; o segundo dá mais controle sobre o produto.
Ter licença própria do Banco Central muda o preço de um BaaS?
Muda o que se contrata. Quem não tem licença usa a do fornecedor, no modelo de BIN sponsor, para emitir cartões com a própria marca; quem já tem licença pode contratar só o processamento, numa processadora de cartões cloud native. Se vale tirar a licença própria é a pergunta de outra peça do guia.
Em resumo
- Não há tabela de preço publicada pela Swap: o custo sai do desenho do produto, e a proposta passa por uma conversa com um especialista.
- Os fatores são verticais, integração (white label ou API), volume, licença, compliance assumido pelo fornecedor e prazo de lançamento.
- Dois custos ficam fora da proposta: o de construir a operação em casa e o de trocar de fornecedor depois.
- Para comparar, peça cada fator por escrito e confira no contrato papéis, responsabilidades e remuneração.
- Contratos antigos de BaaS se adequam à norma até 31/12/2026; a Swap é autorizada pelo Banco Central desde dezembro de 2022 e atende mais de 150 parceiros, segundo conteúdo de marca publicado no Finsiders Brasil em 26/08/2026.
Equipe Swap — conteúdo da Swap, banking as a service especializado em empresas B2B. Atualizado em outubro de 2026.